Então,
assim como as circunstâncias me levaram,eu precisara estar só , para vivenciar
uma paz mais pronunciada e sentir a vida mais plena,
e mais de perto.
Porém,
as pessoas, jamais perdoarão nossas
suposições, as quais formamos ao redor destas.
Meu
padrasto ,fora o espinho mais dolorido, que eu tivera que esmagar com meus pés
descalços.
Fora
uma chaga mordaz, que durante a vida, sombreara meus pesadelos, minhas noites
mal dormidas, minhas adrenalinas galopantes no peito,enquanto a ansiedade me
dominara, fazendo de meu coração, um corcel arredio.
Sempre
fora uma pessoa, que
tivera no
sono, o
melhor momento, a inexistência da vida, quando estivera num completo
mistério, entre uma e outra dimensão.
Sempre
me foram fascinantes as ideias,
de que pudera eu,encontrar minha família
numa outra dimensão, onde uma paz equivalente,
nos cerceara todos unidos numa só
consciência, onde Deus reinando absoluto, tudo soubera,
tudo vira.
Claro
que meu discernimento, ainda apoucado e desvencilhado do
conhecimento mais profundo, permeara
a margem do desvende, triscando aqui e acolá, algumas nuances, doadas
pelas percepções.
Entender
porque algumas pessoas odeiam e outras amam, uma dificuldade, que me assedara,
quando entre os animais, de uma mesma espécie, jamais houvera essa conjugação.
Houvera
sim entre eles, o instinto, o qual a
maior parte da humanidade desprovida do amor, parecera
viver movida apenas instintivamente.
Apesar
de todos os meus erros, meus sentimentos de culpas, sempre quisera estar bem
situada, no ajuizamento de meu caráter, que me compreende como pessoas tentando legitimar suas ações.
O meu
coração de adolescente, estipulara no amor, a minha maior recompensa, quando
viera a entender, o quanto salutar me era, quando me sentia amada por Rafaela.
Eu
soubera que o amor pudera ser irrestrito ou não, porém sendo amor, isso
bastara.
E
como uma leve brisa perpassando os canteiros de margaridas, espalhando os polens por toda cercania, Rafaela me fizera precipitar, á altercação, que o
amor fizera em minha vida.
Em
meus sonhos, sonhara com alguém que me aludira tal sensação, e certamente em
troca, meu coração arremessaria os mais carinhosos retornos, tentando compensar
a tal elegância, e ao mesmo tempo a simplicidade, embutida no
amor.
Mas
eu teria a árdua tarefa de adolescer, sem adoecer, tentando amainar meus
conflitos internos, aumentando assim, a ferrenha vigilância.
Contudo,
em dias mais obscuros,eu cedia ás minhas fraquezas internas, e deixara que o
exterior me abatesse definitivamente de uma forma, que parecera para sempre.
Enquanto
novamente, numa avaliação de paciência e resignação comigo, eu me voltara
totalmente aos estragos da desconstrução, para
juntar a peças e recomeçar.
Quando
refeita entendera, que tudo fizera parte de um contexto, embutido dentro de uma
longa história de final feliz.
E a
felicidade era latente em mim,eu a sentira, quando pressentira esta, na capacidade de amar,
portanto amara tudo ao meu redor, amara até ao desamor que me fizera crescer
tanto ao longo da vida, e desvendar nitidamente o seu lado oposto.
Começara
a ler livros que me instruíram, outros até me deturparam, mas só pelo fato de
discernir, ao que me fora semelhante do que não me fora, considerara de extrema
utilidade no meu caráter em concepção.
Ás
vezes, observando minha mãe, sentira nela uma pessoa magoada com o seu mundo,
porém incapaz de se livrar de tal peso enfadonho que a vida lhe impusera, ela
preferira mascarar seus sentimentos e vivera a sombra de meu padrasto, o resto
da vida.
Em
síntese, vivera uma mentira, a qual ela tentara, de toda maneira incutir na
cabeça das pessoas de seu convívio, ser verdade plena, mas infelizmente, ela
mentira para uma única pessoa, ela mesma.
E sua
imagem caricata, ficara exposta ao mundo, desnudada para avaliações as mais
diversas possíveis, pois ela se cercara de pessoas semelhantes a ela, pessoas
que achavam normal, investir numa mentira qualquer, e assim tentarem exercer um
certo fascínio a quem vivera com vendas nos olhos.
Sentira
levemente, o amor perpassando meu coração, ela fora a pessoa designada a
dividir comigo, parte de sua existência, quando muitos mistérios rondavam entre
nós, acreditara
eu também, ter ela grandes motivos.