Já não houvera disparidade
entre eles.
Estava
formada uma população, igualmente aquela, tão sonhada por Hitler, todos iguais.
Já
não haviam motivos para esperança, pois esta era uma realidade.
Um fato e suas imagens mostravam o seu estado
sempre, porém, quebraram todos os espelho, deixaram de reconhecer sentimentos
de felicidade ou infelicidade.
Ostentavam
uma felicidade encanecida, desvinculada, porque
precisavam dessa
referência, desse
sentimento concreto na fotografia.
Porém, nada sentiam.
Eles
começavam o dia fazendo selfies,
postando em suas redes sociais e
todos curtiam todos.
Sem
sentimento, pois a felicidade passara do abstrato para o concreto, uma imagem apenas.
Era
expressamente proibido falar de dores,
de sentimentos que expressassem.
Os que
não morreram eram todos fortes, e principalmente insensíveis.
Tomar
remédios, sentirem dores, era coisa dos
pobres mortais, geração, que
fora extinta do planeta, chamada geração suprimento.
Aquelas
pessoas vítimas de abusadores.
Agora
eles se sentiam vazios e não podiam sugar um ao outro ,pois todos se envenenariam ao mesmo tempo.
Revestimentos
exteriores, entretanto muitos vácuos por dentro.
Completamente
desnutridos de qualquer sentimento, examinavam seus dedos, seus pés, e não
encontravam diferença entre eles.
A
ausência de amor e dos mortais, os empobrecera de maneira irremediável.
Tudo
precisava ser tudo e todos
precisavam serem todos, caso contrário,
poderia despertar, quem
sabe alguma reação
terrível.
Assim
foram passando décadas, séculos.
E em cada década, houvera uma mudança em
suas constituições, uma elegância cunhada de
monstruosa .
Fora
o novo padrão de beleza da modernidade.
Mas,
encontravam se frágeis, precisando de uma substância qualquer, para lhes
acrescentar algo mais.
Contudo, já não tinham aquelas pessoas, que
desapareceram há mais de três séculos e estavam ficando todos perdidos.
Surgira uma amargura incurável, inerente á
eternidade, porém quem dela não fora afetado, não pudera ser considerado
normal, muito menos eterno.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha