Eu te
procurara ante janela, em todos os recantos das cercanias , por onde eu
passara, então vira uma mata densa, na arquitetura formada por mãos ágeis e por
pensamentos, que caminharam tua estrada adentro.
Eu
precisara de uma resposta, em relação ao nosso tempo, houvera fotografado este,
na sequência dos minutos, na consumação das horas e na rapidez dos milênios.
E numa conformidade habitual, tudo se
encaixara perfeitamente dentro de nossos faróis, que percorriam o rosto das
pessoas, conversando com nossa percepção, porém nossa consciência, sempre
atenta, pois nada nos coubera ajuizar, apenas deixáramos, que as nossas
perguntas, encontrassem aqui e acolá as suas próprias respostas.
E a
cada minuto, ou frações de segundos, alguém entrara em sintonia com tal
universo esplendoroso, iluminando assim novos faróis, numa redescoberta, numa
nova constatação.
E
nossas luzes percorrendo o asfalto, iluminaram quase todas as ruas, as
estradas, e os caminhos mais simples e longínquos.
Eu
fora teu mar, quando em ondas dançavas tranquilamente beijando as areias umedecidas,que aguardaram sempre um novo retorno.
Eu
fora o teu sol, tomando um tom de lilás, para brindar o fim do dia, quando nós
dois entardecêramos juntos.
Aliás,
todos entardecem juntos todos os dias, e nem haveria como, alguém entardecer
separado, por não conjugar parecença com outrem.
Porém
conjugáramos perfeitamente nossas parecenças.
Pegáramos
então, nossas luzes do asfalto, e juntamente conduzíramos as nossas
existências, nossos
encantamentos.
Fôramos
largando bem distante, as diferenças frívolas e toscas.
Afinal, estivéramos num aglomerado de perguntas, tentando sempre responder e contestar as
cercanias, somos pequenas luzes no asfalto, que constantemente ,nos
confundíramos com uma constelação.
Porém,
mediante tanto apoucamento dentre nossa constituição, pairara nosso amor, este
sim, viera para separar a aptidão nobre, da inaptidão.
Amor
este, que jamais pudera ser confundido com outro sentimento, ou sensação, o
amor individualiza as pessoas de maneira exclusiva, quando esta, em face deste,
consegue esmiuçar todos os sentimentos, sentir o que o outro sente, viver o que
o outro vive, mesmo estando ausente.
A
presença do amor, porque sendo invisível,carece ser infalível, quando sendo luzes do asfalto, jamais pudéramos brilhar em coletividade, porque ainda não éramos estrelas.
Mas
uma sensação de entendimento perpassara nossa compreensão, quando nossos
corações falaram por nós, dando força á nossa voz, reunindo nossas
esperanças, onde o vento da liberdade fluíra ao amar, assim como pássaros
livres, cortando os ares, com airadas asas tão melindrosas.
A
esperança coordenara uma quantidade de fluentes, a desaguarem nas mesmas águas da
alegria, da paz, da serenidade.
Vivêramos
os mesmos dias, nos mesmos lugares, porém nos perdêramos de vista, em algum
tempo necessário.
Contudo
,eu sempre esperara tua vinda, como quem tem certeza do horário de um coletivo, porque plantara uma linda roseira, com data e hora marcados, para florescer.
As
luzes do asfalto,iluminando os arbustos murados, pelo medo, mas mesmo erigindo muralhas densas, a delicadeza de nossos musgos conseguira sempre,
contornar, e dar um fino acabamento, auxiliados pelo tempo.
Fora
tu meu amor, fechando todas as minhas perguntas, quem me entregara o livro das
respostas nas mãos.
Fora
tu quem trocara minhas nossas luzes do asfalto, por estrelas verídicas, de brilhos
incontestáveis.
Eu quisera tanto te dizer tudo de uma vez,porém,fico guardando minhas palavras novas para desembrulhá-las ao teu ouvido, sob o manto colorido da eterna benevolência, a que se predispusera nosso amor.
Eu quisera tanto te dizer tudo de uma vez,porém,fico guardando minhas palavras novas para desembrulhá-las ao teu ouvido, sob o manto colorido da eterna benevolência, a que se predispusera nosso amor.
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Izildinha