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segunda-feira, 20 de agosto de 2018

ESTRANHOS

Ás vezes passamos uma vida inteira tentando viver de uma maneira parecida com aquela que todos vivem, tentando evitar comentários a nosso respeito, quando podem achar que vivemos de maneira estranha, e que somos esquisitos e tão diferentes, mas no entanto, há uma massificação das pessoas, que obrigam todos a viverem uma felicidade inatingível, a felicidade que se come, que se bebe, que se veste na imagem.
A felicidade em atingir um feixe de músculos, onde todo mundo possa admiriar,uma cintura inatingível a um ser humano, sem que tenha algumas costelas extirpadas, e também se achar normal tornando seu rosto e parte do corpo infladas como bonecos artificiais para compactuar com um padrão de beleza torturador para quem tenta viver embolado dentro desse esquema.
Para que jamais haja mérito da Natureza, da inteligência e suas descobertas ao longo da vida, isso fizemos como diálogo e promessa dentro do cultivo de um amor mais puro menos excêntrico.
Uma rotina bem elaborada, fazendo parte de nosso calendário semanal, sem jamais nos atirarmos numa zona de conforto desoladora, mas sim, fazermos tudo que o momento demanda, desde que soe como salutar.
Muitas vezes sofremos por adotar padrões comportamentais copiados, quando na verdade somos todos muito diferentes e com gostos diferentes também.
Termos um leve traço narcísico do cuidado com o corpo e com a alimentação é extremamente benéfico, porém com a noção certa do ponto certo sem exageros doentios.
Quando estamos felizes, a vida nos incentiva a viver, então temos vontade de realizar mil coisas ao mesmo tempo, mas quando nossas pétalas existenciais murcham, ficamos um bom tempo encolhidos dentro de uma bolha imaginária, que nem nos protege e nem nos solta para que tenhamos e vivamos nossa liberdade.
Somos todos muito parecidos, contudo também extremamente diferentes, assim somos constituídos, sem saber ao certo, como outra pessoa se sente dentro de seu universo, por mais que a Ciência atente e apresse para isso, jamais provará sensações parecidas para todos os seres.
Mas,enfim,vamos pulando as incertezas, igualando as necessidades e rebuscando a vida dentro de parâmetros existenciais identificáveis.
Nos dias em que se sucedem, somos estranhos a nós mesmos, porque nem sempre estamos suscetíveis á mesmas sensações.
Ás vezes ,por exemplo, o ciúme nos cai como um sentimento abraçado ao amor, de maneira sintetizada e explicável, porém em outras vezes, nos sentimos indiferentes a este sentimento, que pode cercear nossa compreensão, limitando nossos espaços, deixando nosso entendimento aquém da benevolência que usualmente este mesmo acarreta.
Enfim, somos nós esses seres que tanto necessitamos vivermos em comunidades, os mesmos que também precisam se ausentarem para que muitas vezes quando pela metade, possamos estarmos inteiros.