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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

QUANDO O CORAÇÃO FALA MAIS ALTO


Sempre acreditamos que as coisas que vêm do coração, nos mantêm, no limiar das boas atitudes, do entendimento, da confiança, enfim, quando queremos chamar uma pessoa de fria e calculista, muitas vezes, expomos, que esta não tem coração.
Porém, depois de tanto sofrermos, por ouvirmos unicamente o coração, percebemos que este, muitas vezes, nos coloca em situações de sofrimentos e constrangimentos também.
Acreditamos que não precisamos ser tão racionais, mas ouvirmos a voz da razão de vez em quando, nos coloca nos eixos ,e até nos faz mais felizes e verdadeiros ao descobrirmos ,que em algum ponto está a razão, nos detendo de atitudes vexatórias.
Quando deixamos o coração falar mais alto, tanto pode nos ser  benevolente, quanto pernicioso, calamos a voz da razão e o coração entra em cena de maneira inconsequente.
Contudo, barrar isso é dificílimo, quando temos um coração estratégico e mal acostumado, ele nos arrasta onde bem  quer e depois nos põe para rirmos ou chorarmos de acordo com as circunstâncias pelas quais estamos passando.
O coração também nos torna compulsivos, e extremamente sentimentais, sempre mantendo um dedo em riste, para o nosso lado racional.
Enfim, quando desabamos mediante tropeços, então mais uma vez o coração, mesmo estando certa a voz da razão, faz com que nos arrendamos amargamente de nossas palavras cortantes, as quais foram desencadeadas por ouvir sua emotiva voz.
Quando que com a voz da razão juntamente com o coração, tomaríamos uma atitude mais cordata, nos colocando no centro e não na marginalidade dos sentimentos, acionando assim, o nosso amor próprio.
Quando apenas o coração comanda, fica tudo muito sofrível.
Contrabalancear razão e emoção faz com que nosso amor próprio seja estimulado, aceitando impormos também, mais respeito a nós mesmos.
“Amar ao próximo como a si mesmo”, parte do princípio, de que precisamos de muito amor próprio e segurança ,para amarmos convictamente uma outra pessoa, quando ocorre o inverso, esse nosso amor, deixa muito a desejar
.
Portanto o coração sempre guarda os melhores sentimentos, mas ele precisa sempre dar chance á razão para que haja harmonia em nossos atos, em nossas asseverações.
Quando só ouvimos o coração, deixamos de ter razão em tudo, passamos a ser pessoas vulneráveis a sentirmos sentimento de culpa em tudo, nos tornando pessoas omissas, jamais dando oportunidade de crescimento a quem está em débito conosco.
Quando só predomina a razão, obviamente tendemos a ser pessoas sem nenhum sentimento nobre, e achando que estamos com a razão em tudo, podemos nos tornarmos pessoas desonestas lesando fisicamente, materialmente ou psicologicamente quem vive de nosso lado, ou perto de nós.
A razão e a emoção, quando contrabalanceadas induz-nos a uma harmonia espetacular, visto que deixamos permanecer em nós a voz da sabedoria, resultada dessa fusão.
Para que nosso amor seja eterno e verdadeiro, não precisamos banir a razão de seu meio quando necessária ela deve se fazer presente para redarguir em algum desentendimento fazendo valer quem tem razão.
Quando, mediante o amor, abraçamos conscientemente as injustiças, obviamente,também estamos sendo injustos e conosco.