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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

RESTAURANTE

O mar, exibindo sua intrepidez, lindamente ornado de ondulações banhando uma rodovia que liga duas cidades litorâneas avizinhadas a cerca de 50 quilômetros,e,essa rodovia separara o mar do restaurante,para que as pessoas,desfrutem da bela vista,ao degustarem os mais simples e deliciosos pratos...
Um calor morno e abafado,que já tornara a metade do dia muito quente,calara a brisa fresca que arrefecia as areias,que agora quentes formando miragens,quando todos os banhistas buscam refúgio e comida...
Um restaurante como sempre,bem cuidado,servido comumente por pessoas simples e agradáveis,que completam algumas interrogações de fregueses,sempre sob olhar atento da empregadora,afrodescendente,cabelos ruivos, portanto muitas joias,que vez por outra,ascendia um cigarro,depois se plantara na calçada observando tudo...
Os banhistas aos poucos iam chegando,se acomodando ,assim,sendo servidos com muita gentileza,esmero e capricho...
E meu olhar passeia pelas paredes pintadas em grafite, ostentando uma decoração de muito bom gosto,com temas alusivos ao mar e ornamentada com muitos e lindos quadros...
Eis que ela, vem esgueirando com o ombro na parede,em um dos lados do restaurante,com um lenço muito alvo amarrado na cabeça,uma vassoura na mão,exibindo uma beleza negra incrível,uma timidez estarrecedora,um corpo esguio e magérrimo,,que acredito não ser ás custas de academias e regimes,mas sim pela escassez destas,onde a academia apresentara um aspecto  muito mais severo e nutrição insuficiente,talvez...
Começa a varrer a água que viaja em abastamento no fio da sarjeta,lívida agora,sob sol causticante e o olhar atento da patroa,que com o cigarro na ponta dos dedos,vai indicando lugares onde ela deve repassar a varrida...
Fico observando, que sua patroa deve ter seguido o mesmo curso,devera entender da dor do cativeiro, que expunha agora a subordinada, que lhe satisfazia com varridas ofegantes,sob olhar atento e crítico, para abater a água corrente...
Imaginara eu, que somos assim,quando não conseguíramos de configuração alguma nos retratarmos nas outras pessoas,principalmente,quando estas estão sob nossa supervisão,cuspimos no prato que nos serve,desdenhamos a mão que nos apoia...
Bastara a vida nos acrescentar o poder de comando, esquecêramos a linha que nos trouxera até então,supondo que alguns átomos a mais nos fora acrescentado,e que nossa constituição pedira uma postura agressiva e audaciosa,mediante subordinados.