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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

O OUTRO


A ausência de ética abrange-nos de maneira abissal, onde o atilamento assumiu a conotação de inteligência, perpetramos o que nos apraz,arquitetamos um deus, que nos sirva e entenda, única e exclusivamente, ou então, alocamos nossa fé em outros planos materiais e eternos...
O grande limite social, sempre é constituído no outro, o outro sim, necessita melhorar,enquanto nos poupamos,colocando nossa perfeição infalível, sem ser melindrada...
Jamais nos importamos com as consequências e estragos  de nossos atos,no outro,importante é que pareçamos bons...
Jamais admitimos nossos desacertos, mesmo porque nos entendemos muito bem,e temos muita paciência conosco,estima em alta,porque somos boas pessoas...
Jamais nos envolvemos com os nossos atos, mas sim,importante, que apenas nós saibamos de nossos deslizes, porque alegamos ter a cabeça boa, e as mentes quadradas nos são insuportáveis...
A virtude parece estar nas pessoas horríveis, deselegantes,que não são adequadas para embair,ludibriar,são pessoas nefastas...
Enfim, são pessoas infelizes, pois não são nada modernas, o importante, sempre é o que esquiva de nós para os outros, fora disso, fazemos o que melhor nos aprouver,em nossa vida mandamos nós...
Importante nós termos capacidade de persuasão, termos habilidades para embairmos, entretanto, posarmos de pessoas boas, honestas e sempre muito alegres e bem humoradas...
Acreditamos que a vida sempre está aí para quem sabe viver, anos bem vividos, não importa se houve fraude de nossa parte, somos ilesos porque somos pessoas boas...
A ética instrui atitudes,que apenas nós vemos e delas sabemos,a falta de ética é como espelho que nos reflete a nós mesmos,os demais nada têm a ver com isso...
Os outros sempre nos incomodam, invadem nosso espaço, portanto,cabe a nós que “sejamos aquilo que queremos ver no outro”.