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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

MINHA JANELA

A tarde morna espreguiça lentamente,dando uma sensação de ócio passivo,ou então o desejo de embarcar em um sono,que em nada comprometesse a noite,mas enfim,ainda uma inerte preocupação me perpassa o sossego,me deixando alerta para o fato...
Quando ele virá?
Que distância gigantesca é essa,que me separa as veias,que me deixa tumultuada.
Um silêncio redundante e reprimido perpassando as cercanias,e trazendo uma brisa suave que parecia um sopro do mar...
Ah,o mar!E porque ainda insisto e consertar as coisas,arrumar tudo dentro de minha cabeça,dentro de minhas inspirações,mas deixo um desperdício numa harmoniosa tarde, que por mim espera?
Fico pensando porque,apesar das pessoas me acharem exótica,sempre faço as mesmas coisas,nos mais diferentes lugares...
Minha atitude quase igual escondida dentro de uma cidade colossal,ou solta dentro de uma cidade praiana, que convida a desacelerar...
Fui construindo meus castelos,até meio absorta,mas de repente a vida me coloca exatamente onde pedi,onde sonhei...
O cansaço esgueirando meu corpo, sempre me punha em desalento, na hora de levar os olhos para um passeio...
Então,de minha janela,espreito aquela montanha,converso com ela,e em silêncio,tanta coisa ,ela me diz...
A linguagem das montanhas é de uma beleza sem par,pois elas devem esconder muitos mistérios em seus seios,os quais não revelam a ninguém...
A minha solidão esquematiza tudo,encaminha ,reitera e reforça um Natal que se aproxima,então penso comigo_Por favor!