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sábado, 2 de janeiro de 2016

ABSOLVIÇÃO


Amor, que levarei dentro de cada imergência.

Que deixarei despojado, esperando uma primavera.

Inquietante recordação, em mim nada fará, a não ser.

Inventar outras tardes, construir outros caminhos.

Os meus olhos procuram no meio da multidão.

Onde te escondestes, antigo amor meu...

Que passeias livres eu bem sei,sinto teu resvalo.

Comparo teus passos,ao vendo dantesco, que cerceia raso.

Minha alma já absolvida, deveras, pela dor do amor.

Que desde os meus primeiros passos rumo á vida, busquei.

Incansavelmente,e só, dentro de uma retórica de palavras.

Que nunca te delinearam, que nunca me fizeram,nada ,além.

Do silêncio obtuso dessa conclusão extrema.