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terça-feira, 28 de julho de 2015

ENGODO

O sol iluminara a tarde, esquecendo-se, da combinação do inverno, mantendo-se em pleno verão, pelo menos por um dia presente...Pelo menos...
A iluminação clareando a mente perdida, sem norte querendo encontrar um motivo, uma nova invenção, para seguir viagem no comboio da vida...
Um inverno frio, um verão arrefecedor, constituem o morno mormaço da tarde,a ilusão da contraposição das coisas,o deleite dos pinceis rodeando,quadriculando,dando formas exatas,dentro de uma inexatidão intrínseca de uma alma espremida dentro de muitas razões,dentro dos desejos que se esparramaram pelo caminho afora.
Jamais quero imaginar,muito menos sentir que tudo tenha sofrido uma metamorfose passageira,ou então,que posso ter desencontrado,alma ,corpo,coração,razão,e os largados a esmo dentro de um espaço qualquer...
Mas a tarde é sempre a melhor conselheira,o melhor resquício de erros e acertos,a melhor combinação de tudo,porém a tarde é o elementar.
Os dias discorrem,discursam,corrigem,eliminam,acrescentam e vagam sempre á frente,´pedindo que eu os acompanhe,que eu me restitua,dentro da possibilidade que me sobra,que eu faça uma tempestade laranjada,dentro de um jarro de água.
Os meus livros,as minhas idéias,os meus sentimentos diante do engodo.
Seria o amor,simulado engodo?
A resposta levarei comigo mesmo porque ela transita entre o  sim e o não...
O fato de crer demais nos fatos,me põe assim,nesta tarde mesclada entre o inverno e o verão.