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quarta-feira, 24 de junho de 2015

O GRANDE PALCO

A vida é um grande palco, onde nós como personagens, temos nossos verdadeiros papéis a desempenhar, para a construção de uma sociedade melhor, e, para isso, temos que sempre estarmos atentos a nós mesmos, nos possibilitando a sermos felizes de verdade, e não sermos sugados pelos estresses das tresloucadas modernidades, inversos á culturas, que vão assolando o nosso lado humano...
A felicidade, ás vezes, implica uma série de coisas simples, que nem todas as pessoas, estão dispostas a assumirem.
Para se declarar feliz, sempre uma grande façanha, há que se viver rindo o tempo todo ,mesmo sem ter vontade, virar trapezista nesse grande palco da vida, correr de um lado para outro na tentativa de não perder nada, na sensação, de que o tempo está passando rapidamente, e por isso, nada se pode perder, passeio, viagens, agitos tantos, mesmo que estes ,nem sempre sejam lá no âmago das disposições, e das vontades, nem sejam tão bem vindos...
Encontrar a felicidade, em coisas simples e rotineiras, é uma arte, é estabelecer-se no centro, e depois se alicerçar de coisas que realmente acrescentem, estimulem, relaxem e acima de tudo, reconstruam...
Mas, para a maioria das pessoas, a felicidade é abstratamente impoluta, dentre a humanidade, que se atreve a entreabrir as portas perpendiculares, de uma vida simples, sem requintes de estresses, sem a competição acirrada de ser o melhor ou a melhor...
Sem jamais aceitar, que a sociedade, em que se convive, seja um trampolim, para campeões e campeãs, na arte de modernizar-se, de acompanhar o ritmo frenético, do tempo que voa, das horas que urgem, retidas num trânsito caótico de aprendizagens defasadas,pessoas desencontradas,famílias desestruturadas. porque não conseguem assimilar tanta modernidade, onde o ser humano, talvez ,nem encontre um espaço para a alma,para a paz...
 Onde a esperteza passou a ser sinônimo de inteligência, onde pessoas lesam pessoas todos os dias, de maneiras mais volúveis e descabidas possíveis, sejam estas familiares, estranhos, não importa, parece que é com isso que a modernidade fabrica vencedores e grandes campeões...
Pois bem, partindo desse princípio, a felicidade fica fragmentada, mesclada e passa a ser uma busca alucinada que não tem começo e nem fim...
Diante disso tudo se passa, a ser um número, de uma série de iguais e não pessoas...
Iguais porque a personalidade vem sendo banalizada, e sufocada pelo modismo, pelo modernismo exacerbado, onde facilmente se descarta do essencial, ás vezes, para mergulhar nas profundezas do desconhecido ,do abstrato, tentando sempre um caminho fácil, e um tanto quanto prazeroso, desprovido de compromissos, fazendo valer o momento...
 Fazendo valer a palavra da moda, a comida do lançamento, a dieta que dá certo até a próxima...
Falar de amor é piegas, e um tanto quanto ultrapassado...
Fica-se com alguém e depois muda, porque suportar os defeitos, seria como que assumi-los, ou ver-se diante deles.
Dentre isso tudo, é claro, ainda existem pessoas, que realmente entendem de felicidade,de paz de espírito,de tranqüilidade...
Em suma...Ainda existem pessoas felizes.