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segunda-feira, 15 de junho de 2015

O CORRIMÃO

O lampejar da vida, ás vezes, deixa ao nosso acaso, e as direções.São decisões apenas nossas,nós as nortearmos.
Bem...
Lá estava ele, já há dois dias, deitado no topo da escada, onde um facho de luz permitia perceber, quando era noite, quando era dia.O sofrimento o abatendo, mas a vida pulsava e relutava para se fazer vitoriosa.
A vida,sempre se coloca em primeiro plano, numa luta contra uma ameaça qualquer.
Seja nos humanos, nos animais e também nos vegetais.
Durante a noite, obviamente as luzes dos postes se faziam presentes, e durante o dia,a luz do sol...
Todos que por ali passavam, ao vê-lo, esticavam o passo para não pisá-lo, segurando no corrimão da escada,isso acompanhado de alguns resmungos ou palavras condolentes.
Mas ele, permanecia ali.
Uma das pernas contundidas, de vez em quando se levantava com muito sacrifício, dava uma volta em torno de si, e voltava a largar-se no chão.
No terceiro dia, entra uma garota de uns 13 anos mais ou menos, olha para o cãozinho sujo e doente e sem nenhuma palavra,abaixa-se até ele, levanta-o com cuidado e o carrega no colo.
Naquele dia, o sol estava forte, e o vento alardeava aquela manhã.
Os três seguiram em silêncio, na frente ela, carregando o pequeno cão.
Logo a seguir os pais.
Era uma decisão tomada de antemão.
Um banho quente, alguns cuidados tomados,e o cãozinho cresceu e tornou-se o melhor guardião daquela casa.
Melhor amigo, num retorno sincero e duradouro até que a vida permitiu.
Numa eterna permanência.
Permanência esta em que só o amor permite e a vida agradecida devolve.